IBRAPARC lança revista “Resíduos e Clima: o Brasil rumo à COP30” e destaca protagonismo nacional na agenda ambiental
- Ibraparc
- 8 de nov. de 2025
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Atualizado: 11 de nov. de 2025
O Instituto Brasileiro de Pesquisa Aplicada em Resíduos e Clima (IBRAPARC) lançou a primeira edição da revista “Resíduos e Clima: o Brasil rumo à COP30”, publicação que consolida o compromisso do Instituto em conectar ciência, políticas públicas e inclusão social em torno dos desafios climáticos e da gestão de resíduos no país.
A publicação foi concebida como uma contribuição estratégica ao debate internacional sobre sustentabilidade, antecipando temas que estarão em pauta na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém (PA). Com um enfoque técnico e social, a revista destaca experiências brasileiras que associam reciclagem, mitigação de gases de efeito estufa e justiça climática, reforçando a importância dos resíduos sólidos como parte essencial da transição para uma economia de baixo carbono.
Resíduos como eixo de mitigação e inclusão
Entre os destaques, está o artigo “O Balanço Climático dos Resíduos Sólidos: o Projeto Reciclarbono”, desenvolvido em parceria entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o Ministério Público do Trabalho (MPT/MS) e o próprio IBRAPARC. O projeto quantifica a redução de emissões de gases de efeito estufa promovida pelas cooperativas de catadores e propõe um modelo de remuneração verde e justa no mercado de carbono, com base em metodologia auditada e rastreável.
O promotor de Justiça Dr. Luciano Loubet, coordenador-geral do Reciclarbono, ressalta que a publicação traz evidências concretas de que a reciclagem é um instrumento eficaz de mitigação climática:
“O trabalho das cooperativas é mais do que uma ação ambiental — é uma política de inclusão que precisa ser reconhecida como parte das estratégias de descarbonização do país.”
Governança e inovação na gestão de resíduos
A revista também apresenta artigos sobre a Central de Custódia e Governança Climática dos Resíduos, destacando a importância da rastreabilidade e da verificação de resultados na logística reversa brasileira. Outros textos exploram o papel da ABREMA na erradicação dos lixões e os avanços de Mato Grosso do Sul, que reduziu drasticamente as emissões de metano com a substituição dos lixões por aterros sanitários regionais.
Há ainda contribuições que abordam temas complementares à pauta climática, como o artigo “Qual o Custo Real das Embalagens Descartadas Incorretamente?”, de Thais Fagury (Prolata/ABEAÇO), e o estudo “Soluções Baseadas na Natureza, Clima e Saneamento”, das pesquisadoras Edinéia Lazarotto Formagini e Jéssica Aline Menezes Lima, que discute a integração de infraestrutura verde e saneamento ambiental como ferramenta de resiliência climática.
Protagonismo brasileiro na COP30
A revista “Resíduos e Clima” reforça o papel do Brasil como referência internacional na construção de soluções socioambientais sustentáveis, articulando setores públicos, privados e comunitários em torno de uma mesma agenda.
Segundo Bruna Gonçalves, coordenadora executiva dos projetos Reciclarbono e Valoriza, a publicação demonstra que os avanços nacionais já representam práticas exemplares para o mundo:
“As soluções estão acontecendo nos territórios. São as cooperativas, os municípios e os agentes locais que estão transformando o país em um laboratório vivo de sustentabilidade e inovação climática.”
Conhecimento aplicado e transformação social
A revista é fruto do trabalho colaborativo de especialistas, engenheiros, promotores, pesquisadores e lideranças do setor ambiental. Cada artigo traduz o propósito do IBRAPARC de converter conhecimento técnico em resultados práticos, fortalecendo a governança climática, a economia circular e a valorização do trabalho dos catadores.
O lançamento da primeira edição simboliza a consolidação do Instituto como um polo nacional de pesquisa e inovação socioambiental, capaz de propor caminhos concretos para que o Brasil avance em direção a uma transição climática justa, inclusiva e baseada em evidências.



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